Gente, não imaginava que um post como o último fosse criar tanto furdunço! Para quem ainda não leu, é só clicar aqui e ir lá para o final da postagem. A questão é que eu fiz uma crítica ao uso de peças falsificadas, em que aparece de uma forma grotesca o nome de grandes marcas e em que materiais e acabamentos não são nem um pouco bem feitos.
Recebi uma série de e-mails e alguns comentários anônimos bastante ofensivos. Não me importa saber de quem foram - muito embora eu acredite que é muito fácil a gente falar o que quiser sem dar a cara a tapa, né? -, mas, resolvi fazer este post, que, esclarecendo, não é uma retratação.
Um dos comentários do blog chegou a dizer que uma pessoa só compra algo falsificado porque acha bonito, sendo a marca, então, o de menos! Para quê mais hipocrisia? Outro anônimo disse que eu copio tanto as coisas que cheguei até a copiar o fundo do meu blog diretamente da parede dessa última edição do Donna Fashion. Vale salientar que o Donna ocorreu a partir do dia 18 de abril. O blog já tem esse background desde fevereiro.
Houve ainda um anônimo que não perderia a razão, se não fosse tão grosseiro no restante de seu comentário. "Pior do que alguém que não tem dinheiro para comprar uma bolsa, é quem não tem nem um mísero centavo para se alimentar": concordo plenamente! Mas, alguém viu essa discussão em pauta aqui no Ziperama? Alguém encontrou, em algum momento, algum julgamento sobre 'pobreza' e 'riqueza'? Acho que pouca gente sabe, mas muitos dos ricassos estão cheios de coisas falsificadas. É algo que vai um pouco além da conta bancária. É pobreza de espírito o nome disso.
Eu juntei, sim, meu dinheiro para comprar minha Louis Vuitton - que, por sinal, já está bem judiada! Não me interessa quem acha que é fake ou não. Vai da consciência da gente, não? Aos que acham um absurdo juntar dinheiro para comprar algo de marca, rebato esse pensamento dizendo que minha paixão pela moda é a culpada por isso tudo. Sempre quis uma bolsa da LV e isso me realizou de alguma forma. Tem gente que se sente realizado comendo chocolate. Outros se sentem realizados aplicando botox mensalmente. Há ainda os que se realizam tomando bomba na tentativa de ter um corpo escultural.
E, sim, eu sei que também existe gente que se realiza por conseguir pagar suas contas no final do mês; não me esqueço dessas pessoas e dou muito valor a todo mundo que sua para conquistar o que é seu.
Acontece que um blog de moda como o Ziperama fala sobre desejos, sobre sonhos de consumo. E é graças a estes anseios que o fashion world consegue aquecer a economia do mundo inteiro, sem entrar em grandes crises. Aqui no blog, a gente só acompanha essa tendência mundial, de mostrar o que a gente sonha em ter; mas com um acréscimo: ainda mostramos o que é barato e que também é legal de usar para estar por dentro das tendências.
Muita, mas muita gente me parabenizou pelo post. Não sei se é corajoso falar sobre coisas fakes. Acho que há tanta coisa mais discutível. Contudo, já que entramos nesta seara, acho justo salientar que existem, sim, coisas lindíssimas que grandes marcas produzem e que, sim, temos o sonho de possuí-las em nossos closets. Sabe qual é a solução mais bacana pra isso? Procurar peças inspiradas nestes produtos! Peças sem hologramas de marcas mal feitos. Peças sem um LV escrito com tinta para tecido. Peças que assumem ser parecidas, mas que possuem sua identidade e assumem que são 'cópias'.
Acho que é isso. Falei demais por aqui e quero acabar de vez com essa história que se desenrolou por conta daquela postagem. Gostaria ainda de acrescentar que não foi absolutamente nada pessoal à modelo linda que apareceu na fotografia. Nem a conheço e jamais a julgaria como pessoa sem a conhecer. Para finalizar, respondendo a um último comentário anônimo: Uma marca não diz quem você é. Mas ajuda a construir sua personalidade.


