Ele fala de mim. Contudo, sem toda a individualidade que uma primeira pessoa carrega. Não deixa de ser primeira pessoa, mas, ah, depois de ler, talvez se identificando com alguns pedacinhos, você passe a acreditar que do singular, a minha primeira pessoa pulou para o plural. E lá vamos nós.
Sempre fui alguém difícil. Não no sentido de ser difícil com os outros. E, sim, no que diz respeito à minha dificuldade em conviver com todo mundo e, ainda assim, ser gostado por todos. Sabe aquela coisa oito ou oitenta? Aí está uma boa definição do que sou eu. Não chegaria a citar Shakespeare e me considerar uma explosão de sentimentos, porque isso seria, antes de tudo, piegas. E ainda uma baita falta de modéstia. Apesar disso, quem me conhece sabe o quão intenso eu sou em cada relação que me proponho a dar início. É como uma queda livre. Snorkel de mergulho. Uma imersão sem fim em algo que eu, de corpo e alma, me doo, sem pensar nos revezes, deixando de lado todas as consequências. Simplesmente indo fundo e dando a volta ao mundo para fazer alguém feliz. Sim, porque deste jeito, fazendo alguém feliz e arrancando sorrisos alheios, é que eu consigo me sentir feliz também.
Ah, eu sou carente. Preciso de abraços e beijos constantes e talvez por isso um relacionamento à distância não seja nem de perto a solução para os meus problemas. Acho que me iludo fácil. E, pior: costumo iludir os outros também; e, no final das contas, tudo acaba em nada. Em despedidas sem tchaus, em tchaus que mais parecem adeus. Quem foi embora, geralmente morre, e, se não morreu, é porque ainda não deu tempo da terra comer o que já deveria ter ido pro inferno.
Prontinho. Esta é uma breve definição do que eu era. Preferi usar o presente para dar um tom mais atual, mas aquela pessoa iludida e devoradora de sentimentos já se foi com meu antigo eu.
Um dia, quando você menos espera, quando você já se sente desenganado pelas dores do amor e está certo de que o melhor é passar uma vida sozinho e na autossuficiencia, surge alguém. Alguém que, pra começo de conversa, você não quer dar a menor bola. Alguém que, na maioria das vezes, você está tão despreocupado que, veja só, acaba até perdendo para o fluxo do momento. Surge alguém que você não imaginaria que pudesse mudar tanto a sua vida. Surge, então, o amor.
No último dia quatro de junho, em meio ao aniversário do meu irmão e a uma indigestão pizzaiola, alguém, no escuro do meu quarto, no dividir do meu travesseiro e no calor de um abraço num quase inverno, chegou ainda mais pertinho de mim. De mansinho, olhando nos meus olhos com um olhar que sorri por si só:
- Você quer ser meu namorado?
Será que você que está lendo tudo isso sabe o que é ouvir algo que esperava por tanto tempo? Será que sorriu um sorriso tão largo quanto o meu? Ah, caro leitor, de junho chegou dezembro. E, muito embora eu já tenha falado muito sobre o que era a minha visão do amor, hoje eu posso garantir que vivi os seis melhores meses da minha vida - e com uma visão completamente diferente.
Esses foram os seis meses que mais me mudaram. Que mais me fizeram sorrir. E que mais me fizeram ter certeza de que vale a pena mudar por alguém que te faz um bem incomensurável.
Perguntado se estou satisfeito pelos seis meses que passaram, eu mesmo respondo: mas que nada! O que passou foi incrível, mas e toda a vida que ainda temos por vir? Perco-me em palavras que nem fazem tanto efeito a quem estiver fora da situação - e do meu coração. Mas, aqui, entre mim e você, que sabe bem quem é, a resposta é uníssona. Seis meses foram necessários para escrever o prólogo. Diários de uma Paixão ou Escrito nas Estrelas? Tanto faz. Meu livro é meu best seller, minha história é meu amor e minha vida é você. Ou melhor... É nós dois. Obrigado pelo comecinho. Pela pontinha do iceberg. Pelo tudo. Por um todo. Por sorrisos, goiabas e etc. Pelo efêmero que se fez eterno. E, por que não, pela eternidade que me conforta em saber que tudo isso não tem fim. Pra sempre.
As fotografias foram todas tiradas do We Heart It. Talvez vocês achem estes posts bobinhos, quiçá sem conteúdo. Mas, ah, o Ziperama está aberto a novidades e sugestões. Gostaram deste tipo de post? Pensei em fazê-los nos finais de semana, quando a gente tá mais relaxado e pensando na vida.
Bom, um ótimo domingo a todos vocês. E a mim, também. Seis meses mais apaixonado e seis vezes mais feliz.

















2 comentários:
ounnnnn adoreeei ! qro mais desse com certeza =)
beijos e q vc seja, vcS, sejam cada dia mais felizes !!
É muito amor! Felicidades pra vocês :*
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